Inclusão social também é pauta no Intercom Nordeste

O Intercom Nordeste 2018, sediado pela UNEB de Juazeiro até hoje, 07 de julho, recebeu um total de 1.435 inscritos, sendo que apenas sete são pessoas com deficiência (motora, auditiva ou visual).

Pensando nesses participantes, a organização do evento com apoio da Prefeitura de Juazeiro e a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE), disponibilizaram profissionais Intérpretes da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS para auxiliar com atividades pontuais que foram necessárias.

Para a professora Manuela Pereira, da comissão organizadora do evento, este número baixo de inscrição de pessoas com deficiência mostra essa desigualdade de acesso desta população “Nós ficamos satisfeitas com as inscrições e ao mesmo tempo refletimos como este público ainda é uma minoria em vários espaços. Por isso, através dos apoios com a Prefeitura de Juazeiro e a Facape buscamos este diálogo para proporcionar aos congressistas a acessibilidade e uma experiência satisfatória em nosso campus”.

Rafael Santos Soares, estudante do segundo período, do curso de Pedagogia da Uneb, que é intérprete de Libras, está auxiliando um dos congressistas que possui deficiência auditiva. Para ele, é muito importante que a pessoa surda se aproprie daquilo que a lei assegura não só na universidade, mas também na sociedade. “A gente pode perceber o desenvolvimento do surdo quando ele se apodera e quando reconhece o seu espaço na sociedade”, conta.

Para o também congressista, José Ednilson Almeida do Sacramento, que possui deficiência visual, a satisfação com o evento é grande. Em sua avaliação, o Intercom vem melhorando a forma de receber a pessoa com deficiência. “O congresso propiciou a acessibilidade, por ter melhorado a forma como nos recebe. Este ano, o tema também foi bastante importante, por tratar de gênero e desigualdades, com trabalhos muito produtivos”, relata.

 

Texto: Robson Lima

Fotografias: Ascom Intercom

Edição: Andressa Silva

 

 

7, julho, 2018 Publicado por