Cobertura das atividades do último dia de Intercom Nordeste 2018

Na manhã de hoje (7), 308 trabalhos foram apresentados  ao longo dos três dias de evento. Além dos trabalhos do Expocom, duas mesas e apresentação cultural compuseram a programação, do último dia do Intercom Nordeste 2018, realizado na Universidade Estadual da Bahia (UNEB).

A mesa sobre “Os Estudos em Comunicação e a (Des)Construção de Desigualdades de Gêneros”, com Marcus Assis (UESB), Maria Clara Araújo (UFPE), Carla Paiva (UNEB/Juazeiro), Lícia Loltran (Jornalista) e mediação de Edonilce Barros (UNEB/Juazeiro), foi, sobretudo, um ato político. O momento contemplou a discussão da importância desse estudo para que estereótipos e reprodução de preconceitos não sejam disseminados através dos ambientes de comunicação, mas criem representatividade sobre e para essas populações.  “Está na hora de cobrarmos da Intercom a revisão de suas bandeiras de luta, seus posicionamentos políticos, estratégias metodológica de pesquisa e o ensino da Comunicação do Brasil, pra que isso contemple mais as diversidades que estão sendo escamoteadas pelo racismo, machismo, patriarcado e pelo preconceito de forma geral” aponta Carla Paiva (UNEB).

Já na roda de conversa “TVs Universitárias”, cada integrante relatou como funcionam as atividades de TVs e Rádios Universitárias – programas, equipamentos e equipes –, os desafios e oportunidades. “Abrir espaço para os estudantes conhecerem, visitarem, participarem dos processos e acompanharem o funcionamento da televisão e da rádio, além de poder dar espaço de visibilidade às produções universitárias, alcançando o público que assiste a TVE, em casa” foi o que pontuou Flávio Gonçalves (IDERB), como atividades de incentivo e fortalecimento das TVs Universitárias. 

A conversa contou com a participação de Helena Cláudia Santos (Associação Brasileira de Televisão Universitária – ABTU), Rodrigo Bomfim Oliveira (TV UESC), Danilo Duarte (TV UESB), Qhele Jemima Barros (TV UNEB/Salvador), Klebia Muricy (TV UNEB/Juazeiro) e Flávio Gonçalves (Instituto de Rádio Difusão da Bahia – IRDEB) e público geral do evento. Questões políticas, que envolvem a execução dos projetos, também foram abordadas.  “Estamos numa fase de pouco financiamento público e cortes profundos, então, as TVs Universitárias, que na maioria das vezes, são financiadas pelas universidades, ficam sem perspectiva em longo prazo; às vezes a gente recorre a algum edital federal, por exemplo, mas somente no próximo ano, pós-eleições é que poderemos pensar como serão essas políticas para as universidades públicas”, conta Marcia Guena, diretora do DCH III e mediadora da mesa.

Ao meio dia, a apresentação cultural ficou por conta do Samba de Véio, no DCH-III, oportunizando aos visitantes conhecerem essa manifestação singular da região do São Francisco.

 

Neste momento, acontece a Cerimônia de Encerramento e a Premiação do Expocom, no Centro de Cultura João Gilberto. Lucas Moura (Jornalista) avaliou o evento como um espaço de aprendizado e descobertas e falou sobre a expectativa para a premiação. “A sensação é de satisfação por estar aqui, entre os cinco colocados de cada categoria e poder ter apresentado meu trabalho. Vim para cá sabendo que já tinha ganhado, então, ficar ou não em primeiro lugar é o mínimo, até por que os outros trabalhos estão muito bons e com uma relevância social gigantesca” conta.

Texto e edição: Andressa Silva

Fotografias: Ascom Intercom

7, julho, 2018 Publicado por